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Cesta básica tem alta de 1,13% nos mercados de Foz do Iguaçu

Cesta básica tem alta de 1,13% nos mercados de Foz do Iguaçu

Postado em 03/09/2020 por

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Óleos, carnes industrializadas e cereais estão entre os itens que puxaram os preços no mês de agosto.

Imagem: Consalter Supermercado (Arquivo).

O Centro de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Cepecon), da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), divulgou nesta quinta-feira (03) o boletim do Índice de Preços ao Consumidor de Foz do Iguaçu (IPC-Foz), dos itens da cesta básica. No mês de agosto, o IPC-Foz aumentou 1,13% em relação ao mês anterior.

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De acordo com o levantamento, os iguaçuenses estão pagando 19,5% a mais nos óleos e gorduras; 18,8% a mais em carnes e peixes industrializados; e 9,2% a mais em cereais e leguminosas. Por outro lado, itens como tubérculos, raízes e legumes ficaram 18,3% mais baratos. Outros produtos que também apresentaram queda nos preços são os condimentos (-9,8%), além de farinha, féculas e massas (-9%).

Entre os destaques, está o aumento de 27% no preço do óleo de soja e de 1% no da margarina. A linguiça apresentou aumento de 22,7%, já o preço do presunto teve alta de 11,7%. O preço do arroz aumentou 11,8% no período, contribuindo para o aumento do item como um todo.

“O aumento da exportação tem diminuído a oferta interna do arroz. A alta do dólar também é um dos fatores para o aumento das exportações, uma vez que eleva as receitas dos exportadores”, explica o coordenador da pesquisa, Henrique Kawamura. O preço do feijão-carioca também aumentou em agosto, cerca de 5,2%.

Nas hortaliças e verduras, destaca-se o aumento de 11,7% no preço da couve e a redução de 13,3% no preço da alface. As frutas apresentaram queda de aproximadamente 4,26% no mês, com destaque para a diminuição nos preços da manga (-11,4%), da maçã (-14,9%) e da uva (-14,3%).

Entre os tubérculos, raízes e legumes, o destaque está na diminuição de 40,9% no preço da cebola, por conta do ritmo de colheita e do aumento da oferta neste período de safra do bulbo. Outro destaque é o grande aumento no preço do tomate, cerca de 47,5%.

“A principal causa está na área reduzida do plantio no começo da quarentena, sendo colhida agora em agosto. A expectativa é que, com a intensificação da colheita e recuo da demanda, os preços voltem a cair”, salienta Kawamura.

O preço das carnes reduziu 3,8% no período. Ficou mais barato comprar lagarto comum (-12,6%) e alcatra (-18,7%). O patinho ficou 6,3% mais barato. Já o preço do contrafilé aumentou 13% e o da costela, 15,5%. Entre os leites e derivados, houve aumento de 8% em agosto, principalmente por conta da elevação de 21,3% no preço do leite UHT. Além disso, o leite em pó também ficou mais caro, cerca de 12,7%.

RCI, com assessoria Cepecon.

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