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Foz do Iguaçu corre risco de nova epidemia de dengue, paralela à pandemia de covid

Na manhã desta quarta-feira (16), Comitê Municipal pediu o apoio da população para a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes Aegypti.

Imagem: Divulgação / Centro de Controle de Zoonoses.

O Comitê da Dengue e as autoridades em saúde do município estão reforçando o pedido de apoio da população para evitar uma nova epidemia da doença em Foz do Iguaçu. O alerta foi reforçado na manhã desta quarta-feira (16), durante uma coletiva de imprensa, realizada na sede da Vigilância em Saúde.

De acordo com os dados do último boletim epidemiológico, atualizado nesta semana, já foram notificados 444 casos suspeitos de dengue desde o início do atual ano epidemiológico (primeira semana de agosto), com 83 confirmações.

Os números são semelhantes aos do mesmo período do ano passado, quando a cidade passou, nos meses seguintes, pela pior epidemia da história. O cenário atual coloca Foz do Iguaçu como área de risco para a transmissão do Aedes Aegypti e pode levar, na avaliação da equipe técnica, a uma nova onda de contaminação ainda em dezembro deste ano.

Segundo o chefe da Vigilância Epidemiológica, Roberto Doldan, o contexto neste ano é ainda mais grave por conta da pandemia da covid-19 e da ocupação de leitos de UTI em sua capacidade máxima.

“Tivemos epidemias recorrentes nos últimos anos, mas desta vez é mais grave, porque temos uma pandemia [de covid] em curso. Somente no ano passado, foram 26 mil casos notificados de dengue e os números começaram muito semelhantes ao do mesmo período deste ano, o que sinaliza para um novo surto”, argumentou.

Apoio

A mobilização visa construir uma grande rede de apoio para sensibilizar, com antecedência, a população quanto aos riscos de uma nova epidemia de dengue em Foz do Iguaçu.

“Pedimos a colaboração da comunidade, para que cada um faça a sua parte, porque a doença afeta a todos. A pandemia trouxe a importância de pensar no outro, e, com a dengue, é a mesma coisa, precisamos que a comunidade se conscientize para evitar um colapso daqui a uns meses”, reforçou o Chefe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Carlos de Santi.

Os dados da vigilância epidemiológica apontam que o combate à dengue é uma tarefa coletiva e depende principalmente do morador. Cerca de 80% dos focos do mosquito estão nos interiores das residências e nos quintais.

“Temos feito vistoria nos imóveis, mas por conta dos cuidados impostos pela pandemia não conseguimos acessar totalmente o interior das residências, esse é outro fator que torna fundamental a conscientização da população”, complementou Santi.

Medidas

Além da mobilização educativa, o Comitê da Dengue e a rede assistencial já estão trabalhando no novo Plano de Contingência da Dengue e tomando as providências necessárias para reforçar o enfrentamento ao Aedes Aegypti.

“Estamos estudando a compra de um caminhão de hidrojato para auxiliar na limpeza de bueiros, que são as fontes ocultas de criadouros do mosquito e também adotaremos ações estratégicas como os mutirões realizados no começo do ano e o fumacê”, acrescentou o chefe do CCZ.

De acordo com ele, o comportamento do mosquito também será melhor avaliado com a conclusão do Levantamento Rápido de Índices do Aedes Aegypti (LIRAa) na próxima semana. “A partir do LIRAa poderemos adotar as medidas estratégicas nas regiões mais afetadas pelo mosquito”, completou.

RCI, com informações da Secretaria Municipal de Saúde.

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    Rádio RCI Iguassu AM 1320 - Notícias
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    16/09/2020
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