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Mesmo com 14 leitos a mais, ocupação de UTI Covid está perto do limite em Foz do Iguaçu

Mesmo com 14 leitos a mais, ocupação de UTI Covid está perto do limite em Foz do Iguaçu

Postado em 24/11/2020 por

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No boletim desta terça (24/11), apenas seis vagas estavam disponíveis nos hospitais, de um total de 89.

Imagem: Secretaria Municipal de Saúde.

Na semana passada, os hospitais de Foz do Iguaçu adicionaram 14 leitos de UTI a mais para pacientes infectados com o novo coronavírus: 10 no Hospital Ministro Costa Cavalcanti e quatro no Hospital Municipal Padre Germano Lauck. A capacidade da rede saltou de 75 para 89 vagas. No início da pandemia, em março, eram 25.

Mesmo assim, a cidade corre sério risco de ficar, já nos próximos dias, sem nenhum leito disponível, sendo obrigada a fazer algo que tem sido evitado até agora: enviar pacientes para locais como Cascavel, Toledo, Assis Chateaubriand, Francisco Beltrão e Pato Branco, onde os índices de ocupação estão mais baixos neste momento.

No boletim desta terça-feira (24), a Secretaria Municipal de Saúde reportou ocupação de 93,2%, com 83 dos 89 leitos de UTI Covid ocupados por moradores de Foz do Iguaçu (76), Medianeira (3), São Miguel do Iguaçu (2), Santa Terezinha de Itaipu (1) e outra localidade não informada (1).

No domingo (22), a ocupação era de 79,8%, com 71 pacientes internados. Na segunda (23), subiu para 84,2%, com 75 hospitalizados. Nas últimas 24 horas, oito camas a mais passaram a estar ocupadas, restando apenas seis leitos para uso. Se mantido tal ritmo e nenhum leito for adicionado, os 100% de ocupação podem ser atingidos quase que em um piscar de olhos.

Como plano em caso de lotação completa, além da transferência de pacientes para outros municípios, o Hospital Municipal recebeu, do Ministério da Saúde e do Governo do Paraná, 20 kits com respiradores e monitores multiparâmetros, para a criação emergencial de novas vagas.

Entretanto, não apenas o espaço físico está próximo do limite de expansão, como a disponibilidade de equipes com profissionais especializados no atendimento a pacientes que precisam de cuidados intensivos. A Fundação Municipal de Saúde, que administra o hospital e as UPA’s, segue com o credenciamento aberto, mas nem todas as vagas contam com o número suficiente de interessados.

Novembro já é o pior mês da pandemia em Foz do Iguaçu, com 3.078 casos em apenas 24 dias. Anteriormente, a pior marca de infectados pela covid era a do mês de julho, 2.447. Já o mês com maior mortalidade foi setembro, com 42 óbitos. Novembro, até esta terça, tem 31 mortes.

O total de pacientes em fase ativa da doença (pessoas com o coronavírus neste momento) nunca esteve tão alto na Terra das Cataratas: 710 moradores, com 584 em isolamento domiciliar e 126 internados nos hospitais (114 em leitos covid de UTI ou enfermaria e 12 em outras unidades).

A atual disparada de casos teve início em 20/10, cinco dias após a reabertura da Ponte da Amizade. Outros fatores são os reflexos dos feriados prolongados de 12/10 e 02/11, a reta final de campanha eleitoral, a abertura de novos setores da economia, a diminuição das ações fiscalizatórias e o descuido em relação às regras de prevenção.

Opinião – Guilherme Wojciechowski*:

Até agora, o pior tem sido evitado em Foz do Iguaçu. Apesar das dificuldades, a cidade tem garantido a oferta de leitos e ainda conta com uma certa margem para ampliação. Tal reserva, porém, está bem perto do fim.

Além dos leitos, a estratégia prioritária para o cenário atual precisa ser a diminuição da circulação do vírus. Com menos gente se infectando, menor a pressão sobre os hospitais.

Prevenção, como já diziam nossas avós, nunca é demais: use máscara (com nariz e boca cobertos), mantenha distância segura, evite aglomerações, higienize as mãos com frequência, e, sempre que possível, fique em casa, deixando a rua para quem precisa.

A pandemia é uma situação temporária. Em breve, teremos vacinas e medicamentos que realmente funcionem. Até lá, aguente firme!

* Diretor de Jornalismo – Rádio RCI Iguassu.

Jornalismo RCI.

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