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Comunidade da Vila C se manifesta contra afastamento da diretoria do Colégio Flávio Warken

Saída foi determinada pela chefia do Núcleo Regional de Educação de Foz do Iguaçu.

Imagem: Marcos Labanca,

Pais, mães, estudantes e educadores do Colégio Estadual Flávio Warken, na Vila C Velha, região norte de Foz do Iguaçu participaram de ato público, nesta quarta-feira (23), para pedir a permanência da direção do estabelecimento de ensino.

A comunidade escolar aderiu a um abaixo-assinado impresso, com documento de identificação, em que repudia a retirada dos profissionais eleitos para os cargos, sem critérios, anunciada pela chefe do Núcleo Regional de Educação de Foz do Iguaçu (NRE).

Na mobilização, professores, funcionários, membros do Conselho Escolar e da diretoria denunciaram a destituição como autoritária e ilegal, além de desrespeitar a vontade da comunidade. Pais e mães de estudantes presentes ao ato público expressaram apoio e comprovaram a relação de proximidade com os diretores do Colégio Flávio Warken.

Oitos filhos da cozinheira Magda Cavalheiro passaram pelos bancos escolares da instituição – uma das filhas está no terceiro ano do Ensino Médio. Moradora da Vila C, há 18 anos, ela manifestou apoio ao trabalho da equipe conduzida pelo diretor Velcir Junior Vonz, mantido com a participação da comunidade.

“O diretor Velcir ajuda muito as famílias aqui do bairro. Estou indignada, meus filhos também estão indignados, porque o que estão fazendo com ele é uma injustiça”, enfatizou Magda. “Em nome dos pais e dos alunos, temos muito a agradecer à direção. Estou de coração partido, mas sei que o diretor vai vencer”.

Empresária que vive na Vila C há quase duas décadas, Larice Acosta conta que todos os seus filhos estudaram no Colégio Flávio Warken. Relata, também, que uma de suas filhas passou por dificuldades na aprendizagem, período difícil em que recebeu apoio e atendimento diferenciado das equipes da direção e pedagógica. Conforme ela, a comunidade aprova o desempenho dos diretores.

“Só tenho elogios à direção. Será que o pessoal do Núcleo de Educação conhece a comunidade como o diretor conhece?”, questionou Larice. “O diretor Velcir chama cada aluno pelo nome, conhece todos os problemas dos pais e das famílias. Não sendo sua obrigação, vai à casa do aluno verificar o que está acontecendo, quando é preciso. Peço que toda a comunidade participe do abaixo-assinado para mantermos a direção eleita”, enfatizou.

Até o momento, mais de mil pessoas aderiram ao abaixo-assinado que pede a revogação da destituição da diretoria escolar.

“A informação que a chefe do NRE nos passou é a de que não atingimos a ‘meta’, mas não soube dizer qual é essa meta”, disse Velcir, durante diálogo com a comunidade presente. “Durante este ano difícil, conseguimos atender 97% dos nossos alunos, a maioria deles com material impresso, já que não possuem condições de acesso às aulas virtuais. Mesmo assim, a professora Silvana Garcia [chefe do NRE] considerou que o nosso trabalho foi ineficiente e resolveu, por conta própria, não prorrogar o mandato”.

[NOTA DA REDAÇÃO: como as eleições marcadas para 09/12 foram adiadas devido à pandemia, os mandatos dos diretores dos colégios paranaenses foram prorrogados por mais seis meses]

Destituição sem critério

Diretor da APP-Sindicato/Foz, Odirlei Manarin é ex-aluno do Colégio Flávio Warken e trabalha na instituição como professor, desde 2006. Para ele, a destituição da diretoria é sem critérios, não segue um processo transparente e nem permite a defesa dos profissionais despojados da função. “É uma política que persegue educadores pelo que pensam. Sequer temos conhecimento sobre os critérios para esse ato arbitrário”, ponderou.

A versão digital do abaixo-assinado pela permanência da direção do Colégio Flávio Warken está disponível para o público nas redes sociais do estabelecimento de ensino. Esse mesmo recurso está sendo utilizado, também, pelas comunidades dos colégios Almiro Sartori, Ayrton Senna da Silva, Gustavo Dobrandino da Silva e Jorge Schimmelpfeng, que também sofreram a supressão dos mandatos de seus dirigentes eleitos.

Em informação distribuída à imprensa, a Secretaria de Estado da Educação manifestou, apenas, que a destituição atinge diretores de colégios que não teriam alcançando as metas de trabalho propostas e que interinos serão nomeados até que seja possível convocar nova consulta pública às comunidades.

RCI, com informações da APP-Sindicato/Foz.

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    Rádio RCI Iguassu AM 1320 - Notícias
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    23/12/2020
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