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FOTO: © AP Photo / Adel Hana

Israel mata 55 palestinos no dia da inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém

As forças de segurança de Israel mataram ao menos 55 palestinos que protestavam contra a transferência da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém nesta segunda-feira (14). Outros 1.200 ficaram feridos após a manifestação na Faixa de Gaza.

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Foi o dia mais violento na região desde o conflito entre Hamas e Israel, em 2014.

Os manifestantes de Gaza colocaram fogo em pneus, lançaram bombas incendiárias e pedras contra as tropas israelenses do outro lado da fronteira. O Exército israelense, criticado internacionalmente por usar força excessiva contra manifestantes desarmados, disse que o Hamas tentou realizar bombardeios e disparar ataques sob a cobertura dos protestos e divulgou um vídeo de manifestantes arrancando partes da cerca de arame farpado.

"O que vimos hoje foi uma violência sem precedentes ao longo da cerca", disse Ronen Manelis, porta-voz militar de Israel. "Estamos protegendo os cidadãos de Israel. Estamos defendendo nossas casas".

Os protestos, que já duram mais de um mês, também pedem o fim do bloqueio das fronteiras da Faixa de Gaza feito por Israel e Egito. A transferência da embaixada dos EUA, todavia, colocou mais combustível nas manifestações. 

Não houve praticamente nenhuma menção à violência em Gaza na cerimônia de inauguração da nova embaixada, um edifício consular reformado localizado a apenas 80 quilômetros de distância dos assassinatos. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu esteve presente no evento. 

Jared Kushner, genro de Trump e principal assessor do Oriente Médio, foi o chefe da delegação dos EUA com sua esposa e conselheira da Casa Branca, Ivanka Trump, além do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e quatro senadores republicanos. O super-doador republicano Sheldon Adelson também estava presente — além dos pastores evangélicos Robert Jeffress e John Hagee.

"Um grande dia para Israel!", escreveu Trump no Twitter.

Israel anexou a parte leste de Jerusalém em 1967 — um movimento não reconhecido pela comunidade internacional. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, furioso com a cerimônia na embaixada, disse que "não aceitará" nenhum acordo de paz proposto pelo governo Trump.

O presidente palestino também pediu que a comunidade internacional condene o que ele classificou como "massacres" realizados por tropas israelenses em Gaza, e autoridades disseram que os palestinos vão apre. sobre a construção de assentamentos.

FONTE: SPUTNIK BRASIL
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