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Foro é tudo: 9 em 10 deputados investigados na Lava Jato serão candidatos em 2018

A larga maioria dos deputados federais que são investigados na Operação Lava Jato estarão na urna nas eleições deste ano, marcadas para outubro.

Informações compartilhadas Sputnik Brasil

Mais do que buscar uma novo mandato ou cargo, os parlamentares querem manter o foro privilegiado e fugir do juiz Sérgio Moro.

Em número, 50 dos 55 ocupantes de cadeiras na Câmara dos Deputados (91%) que foram citados em delações premiadas ou apareceram ao longo da coleta de provas da Polícia Federal na esfera da Lava Jato pretendem se candidatar em 2018, sendo a maioria deles (42) querendo mais 4 anos no Legislativo federal.

De acordo com o levantamento, feito pelo jornal O Estado de S. Paulo e publicado nesta terça-feira, outros 4 deputados federais pretendem tentar uma vaga no Senado, enquanto 2 buscarão governos estaduais, 1 será candidato a deputado estadual, e outro tentará a Presidência da República.

Dos cinco investigados pela Lava Jato restantes na lista, 2 afirmaram que não serão candidatos – e perderão assim o foro privilegiado – e outros 3 não responderam ao jornal.

Se cada um desses parlamentares forem bem-sucedidos nas eleições de outubro, eles garantem a manutenção do foro privilegiado, o que significa poder ser julgados apenas pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em casos de crimes praticados no mandato e em função do exercício do cargo.

Já crimes comuns ou sem ligação aos mandatos vigentes seguirão para instâncias inferiores. Quase 70 casos envolvendo políticos com foro já deixaram o Supremo desde a mudança de entendimento da Corte, no início deste mês.

Ainda segundo o mesmo levantamento, o PP e o PT lideram a lista de deputados envolvidos na Lava Jato e que tentarão um novo mandato – 12 parlamentares de cada sigla. Já seis tucanos e outros quatro do DEM vêm a seguir na relação compilada pelo jornal.

Um dos que não pretende concorrer e está implicado na Lava Jato é o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR). Ele será o primeiro político com foro a ser julgado pelo STF desde o início da operação, acusado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Casos como o dele, já adiantados, a Corte decidiu que não mandaria para a primeira instância.

FONTE: SPUTNIK BRASIL
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