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Climatologistas alertam para consequências que irão atingir a Terra até fim do século XXI

Climatologistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) divulgaram um relatório explicando como a Terra mudará caso a temperatura aumente 1,5 ou mais de 2 graus.

Informações compartilhadas Sputnik Brasil

O relatório será publicado hoje, 8 de outubro, porém, com o vazamento de algumas informações e declarações de alguns especialistas, foi possível conhecer as principais conclusões da análise, segundo o site Climate Home News.

Primeiramente, nos próximos 10 anos, países localizados em ilhas correm sério risco de afundar, causando desaparecimento, caso o degelo continue no Ártico.

O problema relacionado à elevação da temperatura do ar já deixou de ser segredo há muito tempo, mais precisamente na segunda metade do século XIX a temperatura já havia sido elevada entre 0,8 e 1,2 grau, causando o degelo das geleiras e, consequentemente, a elevação da água nos oceanos.

Já é possível notar as consequências em países insulares como Kiribati, Nauru, Tuvalu e as ilhas Marshall, além de outros países que também já sofrem com a mudança climática. Além disso, segundo o estudo da Organização Meteorológica Mundial, o nível da água no Pacífico continua aumentando, tanto é que, daqui a 30 ou 60 anos, o país Kiribati já será inabitável.

O principal motivo para a elevação da temperatura é o alto índice de emissão de gases estufa.

O IPCC analisou o que pode vir a passar com o clima se a temperatura for elevada em 1,5°C e em 2°C mais no fim do século XXI.

De acordo com os autores da análise, o segundo cenário pode contribuir para que as secas, ondas de calor e inundações venham a ocorrer com mais frequência e mais intensamente.

Por sua vez, o primeiro cenário reduzirá as fortes chuvas em algumas latitudes do Hemisfério Norte, ou seja, menos territórios serão afetados por inundações e diminuindo as chances de ocorrer secas em regiões como Mediterrâneo e o Sul da África. Mas os pontos negativos não param por aí. Caso a temperatura seja elevado em 1,5°C, as produções agrícolas e a qualidade nutricional serão afetadas, em menor proporção na África-subsaariana, Sudeste Asiático, América Central e Sul da África.

Segundo Aleksei Kokorin, diretor do programa Clima e Energia da Fundação Mundial para a Natureza, declarou à Sputnik, "atualmente, as mídias descrevem que o relatório do IPCC será uma bomba de informação: que tudo está perdido, que é impossível conseguir a meta de aquecimento de 1,5°C — como prevê o Acordo de Paris, que uma catástrofe climática global está ameaçando o mundo".

FONTE: Sputnik Brasil
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