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Professores do município farão assembleia na sexta (26) para decidir sobre greve em Foz do Iguaçu

Professores do município farão assembleia na sexta (26) para decidir sobre greve em Foz do Iguaçu

Postado em 24/02/2021 por

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Segundo o sindicato que representa a categoria, já são 17 educadores contaminados desde o início dos preparativos para a volta às aulas.

Imagem: Divulgação / Sinprefi.

O Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (Sinprefi), que representa os trabalhadores das escolas e centros municipais de educação infantil (CMEI’s), vai promover de forma online, na sexta-feira (26), nova assembleia geral da categoria.

O objetivo é avaliar os preparativos que foram feitos pelo poder público para a volta das aulas presenciais, prevista para a próxima segunda-feira (01/03); e deliberar sobre o estado de greve aprovado pelos trabalhadores em assembleia anterior.

“Ninguém quer parar de trabalhar, nós apenas queremos preservar vidas e evitar o colapso do sistema de saúde do município”, afirma a presidente do Sinprefi, professora Marli Maraschin de Queiroz.

Segundo ela, desde que as reuniões pedagógicas presenciais iniciaram nas unidades escolares, o sindicato já foi informado da contaminação de, pelo menos, 17 educadores municipais, sendo 12 que atuam em escolas municipais (quatro deles, no mesmo estabelecimento) e cinco em CMEI’s. Desse total, três profissionais estão internados, sendo que uma professora aguardava vaga na UTI.

“A situação dessa professora que não conseguiu vaga na UTI em Foz comprova que o sistema de saúde do município já não consegue mais dar suporte ao número de casos”, argumenta a diretora de políticas sindicais do Sinprefi, Viviane Jara Benitez.

Segundo ela, a movimentação nas escolas põe em risco não só os profissionais da educação, mas toda a comunidade escolar, incluindo os alunos, os pais e os demais familiares.

Para as diretoras sindicais, retomar as aulas na próxima segunda-feira (01) no modelo híbrido (remoto + presencial) apresentado pela Secretaria Municipal de Educação (SMED) cria um perigo de contaminação que pode ser evitado. O Sinprefi defende que as aulas sigam no modelo adotado no ano passado, com atendimento remoto.

A presidente do sindicato reitera que “os profissionais da educação não pararam de trabalhar, pelo contrário: tiveram que se reinventar, usar equipamentos próprios, internet de casa, avançar além do horário de trabalho para dar conta dessa demanda que foi uma novidade para todos”.

O Sinprefi encaminhou ofício à Secretaria Municipal de Educação (SMED), na segunda-feira (22), solicitando atualização diária do número de casos de educadores municipais infectados, mas ainda não foi respondido.

Além disso, o órgão irá buscar, junto aos órgãos de saúde, a possibilidade de fechamento de uma das escolas municipais onde 4 profissionais estão contaminados pela covid-19.

RCI, com informações do Sinprefi.

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